Conhecendo a eletrofisiologia cardíaca (cirurgia de ablação)

Diferente do eletrocardiograma que detecta a atividade elétrica do coração como um todo, com os cateteres são registrados eletrogramas captados entre dois eletrodos próximos, representando a atividade elétrica de uma pequena área do coração. Mapeando o tempo de condução de pequenas áreas específicas do coração é possível saber o ponto exato onde a condução é falha, assim são identificadas e diagnosticadas as arritmias cardíacas.

A

Os cateteres são posicionados em pontos específicos do coração para captar os potenciais do eletrograma intracavitário, um deles é posicionado na região alta do átrio direito, próximo à região do nódo Sinusal e capta o sinal bipolar dos átrios, denominado potencial A (átrio). O potencial A caracteriza-se por inscrições rápidas e bem definidas na linha de base.

B

O cateter posicionado no ápice ventrículo direito faz o registro do eletrograma de ventrículo, o potencial V, caracterizado por deflexões rápidas na linha de base. Normalmente o potencial V ocorre simultaneamente ao complexo QRS do eletrograma de superfície.

 C Outro cateter é posicionado na junção atrioventricular perto do folheto septal da válvula tricúspide e capta o potencial do feixe de His, composto pelos potenciais A (átrio), H (His) e V (ventrículo). Tipicamente o potencial H ocorre dentro do intervalo entre as ondas P e R (QRS) do eletrograma de superfície. O eletrograma do feixe de His manifesta-se por deflexões rápidas na linha de base logo após o eletrograma atrial.

D

Outro ponto importante para colocar o cateter é no seio coronário. A introdução de um cateter com múltiplos eletrodos distais (entre 6 a 10 pólos), permite a captação de diferentes potenciais elétricos em direção ao lado esquerdo do coração.

E

Com todos esses cateteres dentro do coração fica possível mapear a parte elétrica onde está o problema e com um cateter específico conseguimos resolver esse defeito.

Esse post tem como finalidade conhecimento geral sobre o assunto e não poderá ser usado para fins científicos. Sua reprodução total ou parcial é proibida sem autorização do autor.

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Sobre Piero Lourenço

Biomédico em 2006, atuou em pesquisa científica no Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina USP – LIM 48. Tem experiência na área de Imunologia Cardíaca com ênfase em Imunologia Aplicada (Doença de Chagas e Tuberculose). Habilitado em Patologia Clínica e Imunologia pela Faculdade de Medicina USP (2007) e MBA em Gestão de Negócios no IBMEC RJ (Instituto Brasileiro Mercados e Capitais). Atualmente trabalha para a Boston Scientific na área de estimulação cardíaca artificial com vasto conhecimento em cirurgia eletrofisiologia/ablação, implante de marcapasso e válvula cardíaca.
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