Bateria de marcapasso, autonomia e como funcionam.

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Muitas dúvidas de pacientes portadores de marcapasso são sobre a autonomia/duração da bateria, como ela funciona e qual o material de fabricação entre outras questões, para ajudar em algumas dúvidas vou falar um pouco mais sobre o assunto.

A cada nova geração os fabricantes incorporam novas tecnologias e funções ao marcapasso e por consequência diminui a autonomia do gerador, para acompanhar o avanço da tecnologia os fabricantes tiveram que aumentar a capacidade da bateria ou ate mesmo mudar o composto químico na fabricação.

Atualmente a média de autonomia de um marcapasso tipo bicameral com todas as configurações default (padrão de fábrica) fica entre 7 e 9 anos dependendo do fabricante, se mudarmos a configuração para cada necessidade esse tempo pode aumentar ou diminuir. Gosto de fazer um comparativo com o celular, se ligarmos Bluetooth, Wi-Fi, Rede 4G e ficarmos falando o tempo todo a bateria vai durar menos que se ele estivesse no bolso com essas funções desligadas. No marcapasso as funções são ligadas ou desligadas dependendo da patologia e da necessidade de cada paciente, a média que coloquei acima leva em conta as configurações que vem de fabrica de todos os fabricantes.

E se a bateria do meu marcapasso acabar?

A recomendação é visitar o médico no máximo a cada 6 meses e quando a bateria estiver próximo de acabar em no máximo a cada 3 meses para acompanhamento, claro que esse tempo pode variar e somente seu médico poderá definir o tempo ideal para cada caso. Se por um descuido do paciente a bateria do marcapasso chegar ao limite extremo ele entra em modo que chamamos de “backup”, ou seja, é um modo emergencial que automaticamente desliga todas as funções não vitais deixando somente a função principal e vital do marcapasso, esse modo NUNCA deverá entrar e por isso é fundamental a visita ao médico para acompanhar e ajustar o marcapasso. O tempo de autonomia no modo “backup” não pode ser calculado e muitas vezes ele impossibilita que o marcapasso seja interrogado, justamente para economizar bateria, nesse modo o gerador deverá ser trocado imediatamente.

Importante: Seguir sempre a orientação do seu médico especialista quanto ao tempo de revisão do marcapasso.

Curiosidades: A bateria pode ser fabricada de Iodo de lítio, óxido de prata com Vanádio ou Quasar-QMR modificada.

Esse texto tem caráter informativo e qualquer dúvida deverá ser feita à um médico especialista.

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Sobre Piero Lourenço

Biomédico em 2006, atuou em pesquisa científica no Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina USP – LIM 48. Tem experiência na área de Imunologia Cardíaca com ênfase em Imunologia Aplicada (Doença de Chagas e Tuberculose). Habilitado em Patologia Clínica e Imunologia pela Faculdade de Medicina USP (2007) e MBA em Gestão de Negócios no IBMEC RJ (Instituto Brasileiro Mercados e Capitais). Atualmente trabalha para a Boston Scientific na área de estimulação cardíaca artificial com vasto conhecimento em cirurgia eletrofisiologia/ablação, implante de marcapasso e válvula cardíaca.
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